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Morremos Amanhã, Carlos Tomé

Segunda-feira, 26.11.07



Morremos Amanhã, é uma obra do jornalista e escritor açoriano Carlos Tomé.
É mais uma sugestão de leitura que deixo às alminhas que aparecem neste blog.
Este livro foi-me apresentando por uma cliente minha, a D. Maria Rita (uma senhora de uma cultura invejável)e, depois do pequeno resumo que ela me fez, procurei o livro e comprei-o.
Valeu cada cêntimo!
Morremos Amanhã, de Carlos Tomé, é dedicado, como o próprio escritor diz "a quantos se viram em África, perdidos de si próprios, de armas nas mãos."Resumindo: relata a vida na guerra do Ultramar e as cicatrizes físicas e, acima de tudo, psicológicas, que os soldados trouxeram.
Na apresentação do livro, Daniel de Sá diz "Quando acaba a guerra? Quando morre o último soldado ou quando é assinado o tratado de paz? ... Quando saram as derradeiras feridas ou quando os cegos se adaptam à escuridão e os amputados às próteses? ... Quando se esquece o amigo que se viu morrer ou quando vai a enterrar a mãe que o terá amamentado? ... Quando, finalmente, se cumpre um desejo do irmão de armas que não voltou? ... Ou quando falecem todos os antigos combatentes?
Este romance de Carlos Tomé é a história da guerra depois da guerra. A que continua na memória dos sobreviventes. Que às vezes têm de suportar uma estranha espécie de remorso por estarem vivos. Com o espírito atormentado depois da tortura dos combates. Um romance escrito numa linguagem que insinua o drama sem insistir nele. Serena e fluída. Bela e límpida. Um hino à paz e um hosana à Língua Portuguesa."


Morremos Amanhã é uma prova de que a literatura portuguesa, em geral, e a literatura açoriana, em particular, está viva e em bom estado.

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por Paula Patricio às 21:50

A Fórmula de Deus, José Rodrigues dos Santos

Terça-feira, 06.11.07

Comecei a ler um novo livro: A Fórmula de Deus, escrito pelo jornalista José Rodrigues dos Santos.
Como já tinha lido o Codex 632 e gostei, achei que seria uma boa aposta ler este também, uma vez que tinha algumas das personagens do Codex 632 e porque o "plot" pareceu-me muito interessante.
É "uma história de amor, uma intriga de traição, uma perseguição implacável, uma busca espiritual que nos leva à mais espantosa revelação mística de todos os tempos (...) transporta-nos numa surpreendente viagem até às origens do tempo, à essência do universo e ao sentido da vida."
Ainda estou no início, mas está a ser uma leitura muito agradável de se ter.
Às páginas tantas, encontrei uma passagem muito interessante, provavelmente a primeira de muitas que vou encontrar ao longo do livro.
Estáva a ler numa esplanada, no meu horário de almoço (que hoje foi pelas 14:00, cansada, saturada e, de certa forma, deprimida, quando cheguei a esta parte.
Fez-me pensar!!! Fez-me pensar naquilo que as pessoas perdem tempo precioso da sua vida tão curta.
Passo a citar:

"Sabes, as pessoas passam pela vida como sonâmbulas, preocupam-se com o que não é importante, querem ter dinheiro e notoriedade, invejam os outros e esmifram-se por coisas que não valem a pena. Levam vida sem sentido. Limitam-se a dormir, a comer e a inventar problemas que as mantenham ocupadas. Privilegiam o acessório e esquecem o essencial (...)
Mas o problema é que a morte não é uma abstracção. Em boa verdade, ela está aqui ao virar da esquina. Um dia, estamos nós muito bem a deambular pela rua da vida como sonâmbulos, vem um médico e diz-nos: você pode morrer. E é nesse instante, quando de repente o pesadelo se torna insuportável, que finalmente despertamos."


Dá que pensar, não dá?!

Um pouco mais à frente, as personagens deambulam sobre uma outra temática também ela muito interessante de se falar: a existência de uma alma!

"É o meu corpo. Refiro-me a ele como se dissesse: é a minha televisão, é o meu carro, é a minha caneta. Neste caso, é o meu corpo. É algo que é meu, é uma propriedade minha (...) Mas se eu digo, o corpo é meu, o que estou a dizer é que eu não sou o corpo. O corpo é meu, não sou eu. Então, o que sou eu? (...) Eu sou os meus pensamentos, a minha experiência, os meus sentimentos. Isso sou eu. Eu sou uma consciência (...) Será que a minha consciência, este eu que sou eu, é a alma?"

"(...) Eu sei que sou eu porque tenho memória de mim mesmo, de tudo o que me aconteceu, mesmo o que aconteceu há apenas um segundo. Eu sou a memória de mim mesmo. E onde se localiza a memória? (...) A minha memória encontra-se localizada no cérebro, armazenada em células. Essas células fazem parte do meu corpo.E é aqui que está a questão. Quando o meu corpo morre, as células da memória deixam de ser alimentadas por oxigénio e morrem também. Apaga-se assim toda a minha memória, a lembrança do que eu sou. Se assim é, como raio pode a alma lembrar-se da minha vida? Se a alma não tem átomos, não pode ter células da memória, não é? Por outro lado, as células onde a memória da minha vida se encontrava gravada já morreram. Nessas condições, como é que a alma se lembra do que quer que seja? Não achas tudo isso um pouco sem sentido?"



"(...) A alma (...)não passa de uma invenção, de uma maravilhosa ilusão criada pelo nosso ardente desejo de escaparmos à inevitabilodade da morte."

Profundo. Muito profundo!
Apesar de estar um pensamento, de certa forma, correcto e inteligente, eu prefiro continuar a pensar que a alma existe mesmo e que poderá voltar à terra quando o nosso corpo e a nossa existência morrer.

Leiam. Vale a pena.
A literatura portuguesa está cada vez melhor.

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Ilhas de Bruma

Segunda-feira, 05.11.07

Ilhas de Bruma
Autor: José Ferreira


Ainda sinto os pés no terreiro
Onde os meus avós bailavam o pezinho
A bela Aurora e a Sapateia
É que nas veias corre-me basalto negro
E na lembrança vulcões e terramotos


Por isso é que eu sou das ilhas de bruma
Onde as gaivotas vão beijar a terra


Se no olhar trago a dolência das ondas
O olhar é a doçura das lagoas
É que trago a ternura das hortênsias
No coração a ardência das caldeiras.


Por isso é que eu sou das ilhas de bruma
Onde as gaivotas vão beijar a terra


É que nas veias corre-me basalto negro
No coração a ardência das caldeiras
O mar imenso me enche a alma
E tenho verde, tanto verde a indicar-me a esperança.

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Açores - segundas melhores ilhas do mundo - Parte II

Segunda-feira, 05.11.07

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por Paula Patricio às 21:36

Açores - as segundas melhores ilhas do mundo

Segunda-feira, 05.11.07
Num estudo da revista National Geographic Traveler, as ilhas do meu lindo arquipélago - AÇORES - foram eleitas como as segundas melhores ilhas do mundo, no que se refere ao turismo.
As nossas lindas ilhas ficaram atrás das ilhas Faroe, na Dinamarca, e à frente do arquipélago de Lofoten, na Noruega, das ilhas Shetland, na Escócia e do arquipélado de Chiloé, no Chile. Os nossos amigos madeirenses ficaram na 69.ª posição.

Este estudo teve como ponto de análise 111 destinos - arquipélagos ou ilhas únicas -

"Numa pontuação de zero a cem, os Açores obtiveram 84 pontos, sendo o arquipélago classificado como, «um sítio maravilhoso. Ambientalmente em boa forma. Os habitantes são muito sofisticados e a maioria já viveu fora». «Distantes e temperados os Açores permanecem levemente turísticos», continua o artigo que define os visitantes como «turistas independentes que ficam em regime de bed & breakfast».
Quanto ao ecossistema, «está em grande forma. As baleias são ainda uma visão comum. A cultura local é forte e vibrante. É comum ser convidado para a casa das pessoas para jantar, ou ser recebido com uma refeição comunal durante um festival».

Quanto à Madeira, que obteve 61 pontos, é apontada como um local a sofrer algumas dificuldades. «Apesar da reputação como um local de turismo de alta qualidade, jardins bonitos e um cenário paradisíaco para passeio, a Madeira tem sofrido com o desenvolvimento de hotéis para massas que se espalham a partir do Funchal», refere o artigo.

As ilhas com pior pontuação, apenas 37 pontos, referidas como «em sérias dificuldades», foram os destinos Ibiza e St. Thomas. A ilha americana é descrita como «uma confusão» e Ibiza «já não é Espanha, ou mesmo balear, é uma colónia da Europa e, às vezes, parece britânica apenas»."

www.nationalgeographic.com/traveler

Azores, Portugal
Score: 84

"Not a beach destination or otherwise susceptible to mass tourism; indeed, its capricious climate probably impedes the flow of tourists. The islands' green volcanic mountains and picturesque black-and-white towns look set to remain unspoiled."

"Wonderful place. Built environment in good shape. Locals are very sophisticated as most have lived overseas."

"Remote and temperate, the Azores remain lightly touristed. Main visitor type is the independent traveler staying in B&Bs. The ecosystem—from the beautiful hydrangea-covered hills of Flores to the rock-bottomed bays of Terceira—is in great shape. Whales still a frequent sight. Local culture strong and vibrant. Not uncommon to be invited to a person's house for dinner, or welcomed into a communal meal during a festival."

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